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Cientistas japoneses removem cromossomo extra da síndrome de Down em células humanas usando técnica de edição genética

Utilizando a técnica de edição genética CRISPR-Cas9, a equipe conseguiu remover o cromossomo extra que causa a trissomia 21 em células humanas cultivadas em laboratório.

Por: Redação
01/08/2025 às 12h49
Cientistas japoneses removem cromossomo extra da síndrome de Down em células humanas usando técnica de edição genética
Cientistas japoneses removem cromossomo extra da síndrome de Down em células humanas usando técnica de edição genética. Foto: Reprodução/Internet

Um avanço científico realizado por pesquisadores japoneses pode abrir caminhos promissores para o futuro do tratamento da síndrome de Down. Utilizando a técnica de edição genética CRISPR-Cas9, a equipe conseguiu remover o cromossomo extra que causa a trissomia 21 em células humanas cultivadas em laboratório.

A pesquisa, publicada na revista científica PNAS Nexus, demonstrou que, após a remoção do cromossomo excedente, as células afetadas voltaram a apresentar comportamento semelhante ao de células típicas, sem trissomia.

A síndrome de Down é causada pela presença de três cópias do cromossomo 21, em vez das duas que a maioria das pessoas possui. Essa alteração genética ocorre ainda durante a formação do embrião e resulta em modificações no desenvolvimento físico e cognitivo. A condição afeta cerca de 1 a cada 700 bebês nascidos vivos no mundo, de acordo com estimativas globais.

No estudo, os cientistas aplicaram a CRISPR-Cas9 em dois tipos de células humanas com trissomia 21: células-tronco pluripotentes induzidas — que têm a capacidade de se transformar em diferentes tecidos — e fibroblastos da pele. Em ambos os casos, os pesquisadores conseguiram identificar e remover uma das três cópias do cromossomo 21, preservando as duas restantes sem causar danos às demais estruturas genéticas.

Além de eliminar o cromossomo excedente, a equipe observou uma normalização na expressão gênica e no funcionamento celular. Para aumentar a taxa de sucesso, os pesquisadores inibiram temporariamente os mecanismos naturais de reparo do DNA, facilitando o processo de remoção do cromossomo.

Apesar do resultado considerado inédito e promissor, os próprios autores do estudo alertam que ainda há um longo caminho até que essa técnica possa ser aplicada em organismos vivos. Um dos principais desafios é garantir que a manipulação genética não cause alterações indesejadas nos outros cromossomos. Também será necessário confirmar a segurança e eficácia da abordagem ao longo do tempo.

Ainda assim, os cientistas acreditam que essa tecnologia poderá, no futuro, abrir possibilidades para intervenções em células do cérebro, como neurônios e células da glia, oferecendo uma nova perspectiva de tratamento para pessoas com síndrome de Down.

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