
Um homem de 67 anos, que trabalhava como Papai Noel em um shopping de Lages, Santa Catarina, foi detido no próprio local de trabalho sob acusação de estupro de vulnerável. A prisão preventiva, cumprida no último dia 2, foi resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil, mas o crime em questão não ocorreu nas dependências do centro comercial.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), após o recebimento de uma denúncia formal.
A delegada responsável, Bruna Viana, explicou que o inquérito reuniu os elementos necessários que foram posteriormente encaminhados ao Ministério Público.
O Ministério Público ofereceu denúncia e solicitou a prisão preventiva do suspeito.
Devido ao fato de o caso estar sob segredo de Justiça, detalhes específicos sobre o crime investigado não foram divulgados à imprensa.
A delegada Bruna Viana ressaltou que a prisão no shopping ocorreu apenas por uma questão de oportunidade. "O mandado de prisão só foi cumprido no shopping, pois esse era o local de trabalho do homem, e onde ele estava no momento da diligência”, afirmou. A Polícia Civil confirmou que o crime investigado não tem relação com o shopping ou com a função que ele exercia no local.
O Lages Shopping Center divulgou uma nota pública afirmando ter sido surpreendido pela operação policial e reforçando que nenhuma ocorrência relacionada ao crime aconteceu dentro do empreendimento.
O Shopping declarou que não foi informado previamente sobre a ação policial, devido ao sigilo imposto à investigação.
A nota manifestou "absoluto repúdio a qualquer conduta que comprometa a integridade de seus clientes, em especial das crianças e famílias".
O estabelecimento reforçou que a contratação do profissional seguiu a legalidade e informou que já procedeu à imediata rescisão do contrato.
O Lages Shopping Center colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com as apurações.