
O cantor e compositor Milton Nascimento, de 82 anos, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL), uma doença neurodegenerativa que compromete memória, pensamento e comportamento. A família do artista confirmou o diagnóstico nesta quinta-feira (2/10) à revista piauí.
Segundo o filho e empresário, Augusto Nascimento, as primeiras mudanças de comportamento do pai foram notadas no início do ano, como olhar fixo, repetição de histórias e alterações no apetite. Após exames realizados em abril, médicos confirmaram o quadro de deterioração cognitiva.
Milton já tinha diagnóstico de Parkinson, e os novos sinais levaram o clínico geral Weverton Siqueira, que acompanha o músico há uma década, a solicitar investigações adicionais. O tratamento será apenas sintomático, com medicamentos que amenizam os efeitos da doença.
O artista se despediu dos palcos em 2022, com a turnê “A Última Sessão de Música”, mas seguiu participando de projetos e homenagens. Em 2025, foi celebrado pela escola de samba Portela, que levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol”.
A família informou que não haverá outros comunicados oficiais à imprensa sobre o estado de saúde do cantor.
A DCL representa cerca de 10% dos casos de demência, sendo a segunda forma mais comum da doença, atrás apenas do Alzheimer. Costuma surgir após os 65 anos e é caracterizada pelo acúmulo de proteínas anormais nos neurônios, que comprometem funções cerebrais essenciais.
Os sintomas incluem:
lapsos de memória;
alterações comportamentais e cognitivas;
alucinações visuais;
distúrbios do sono;
rigidez e alterações motoras.
O tratamento busca controlar os sintomas, com uso de medicamentos semelhantes aos aplicados no Alzheimer e no Parkinson.