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Dai Cruz, influenciadora baiana com Epidermólise Bolhosa, vira personagem da Turma da Mônica

A homenagem foi lançada em parceria com a Ong Jardim das Borboletas e o Instituto Mauricio de Sousa

Por: Redação
04/06/2025 às 20h33
Dai Cruz, influenciadora baiana com Epidermólise Bolhosa, vira personagem da Turma da Mônica
Personagem de quadrinho leva nome de influenciadora baiana com epidermólise bolhosa. Foto: Ong Jardim das Borboletas

A influenciadora digital baiana Dai Cruz, que emocionou milhões de brasileiros ao compartilhar nas redes sociais sua rotina de cuidados com a Epidermólise Bolhosa (EB), agora eterniza seu legado na cultura popular: ela se tornou personagem de uma edição especial da Turma da Mônica. A homenagem foi lançada em parceria com a Ong Jardim das Borboletas e o Instituto Mauricio de Sousa, com o objetivo de dar visibilidade à doença rara e promover empatia e respeito.

Moradora de Jequié, no sudoeste da Bahia, Dai Cruz faleceu em fevereiro de 2024, aos 31 anos, após uma vida marcada pela luta contra a EB — uma condição genética que deixa a pele extremamente sensível, provocando bolhas e feridas com o menor atrito. Dai somava mais de 2 milhões de seguidores e se tornou um símbolo de força, representatividade e acolhimento para outras pessoas com a doença.

Na edição especial dos quadrinhos, a personagem Dai se muda para o bairro do Limoeiro e conhece os clássicos Cebolinha, Cascão, Mônica e Magali. Ao verem os curativos nos braços da nova amiga, os personagens pensam inicialmente que ela sofreu um acidente. É quando Dai explica que tem Epidermólise Bolhosa, com o auxílio dos pais, que ajudam a conscientizar os novos colegas sobre a condição.

“As pessoas com EB são chamadas carinhosamente de borboletas, porque a pele é tão frágil quanto as asas de uma borboleta”, diz uma das passagens do quadrinho.

A revista ensina, de forma lúdica e sensível, como conviver com alguém que tem a doença. Entre os cuidados destacados estão evitar apertos de mão ou abraços fortes, não ter medo do contato — já que a doença não é contagiosa — e respeitar a rotina alimentar prescrita por especialistas.

A ação foi celebrada por Aline Teixeira, presidente da Ong Jardim das Borboletas, que atua no apoio a pessoas com EB e outras doenças raras de pele. “Temos certeza de que essa revista em quadrinhos vai contribuir para a promoção do respeito, da empatia e do combate ao preconceito, à discriminação e ao bullying com quem tem Epidermólise Bolhosa”, declarou nas redes sociais.

A produção da revista contou com o patrocínio da Nestlé Health Science, Mölnlycke Health Care, Programa EBA, TegraPharma e Vitae Saúde.

Sobre a ONG Jardim das Borboletas

Fundada em 2017, com sede em Caculé (BA), a ONG presta assistência social, psicológica, jurídica, nutricional e de enfermagem a pessoas com Epidermólise Bolhosa em todo o Brasil. Atualmente, a entidade atende mais de 100 pacientes, com atuação em estados como Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão. O nome da organização remete à delicadeza da pele dos pacientes com EB, comparada à fragilidade das asas das borboletas.

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