
O papa Leão 14 teve um câncer de pulmão confirmado após passar por uma cirurgia para retirar o lobo inferior do pulmão direito, nesta terça-feira (13), no Hospital Gemelli, em Roma, na Itália. O exame do tecido removido durante o procedimento identificou um adenocarcinoma pulmonar, tipo de câncer que se desenvolve nas células glandulares do órgão.
A cirurgia durou cerca de 90 minutos e foi concluída sem complicações, segundo informações divulgadas pelo Vatican News, com base em comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.
A equipe médica retirou o lobo inferior do pulmão direito, uma das três partes que compõem esse órgão. O pulmão esquerdo, por sua vez, tem dois lobos. Portanto, o procedimento não envolveu a retirada do pulmão inteiro.
A operação foi coordenada pelo cirurgião Stefano Margaritora. Após o procedimento, o papa acordou normalmente e, depois de um breve período de observação, retornou ao quarto, no décimo andar do hospital.
O diagnóstico foi confirmado pela análise do tecido retirado durante a cirurgia. O boletim médico informou que o procedimento foi bem-sucedido, mas não detalhou, nas informações divulgadas, o estágio do câncer nem o tratamento previsto para depois da operação.
Os pulmões são dois órgãos do sistema respiratório responsáveis por levar oxigênio ao sangue e eliminar o dióxido de carbono, gás produzido pelo organismo. Localizados na caixa torácica, eles têm consistência esponjosa e são revestidos por uma membrana protetora chamada pleura.
O pulmão direito é dividido em três lobos - superior, médio e inferior, enquanto o esquerdo tem dois, superior e inferior. Essas divisões são partes do mesmo órgão, e não pulmões separados. Por isso, a retirada de um lobo, como ocorreu na cirurgia do papa Leão 14, não significa a remoção completa do pulmão.
Internamente, os pulmões são formados por milhões de alvéolos, pequenas estruturas onde ocorre a troca gasosa: o oxigênio passa para o sangue e o dióxido de carbono é eliminado na respiração.