
Uma palestra de prevenção e combate ao abuso sexual promovida em uma escola municipal de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, motivou uma menina de 11 anos a quebrar o silêncio e denunciar uma tentativa de estupro de vulnerável. O crime teria sido cometido pelo companheiro de sua tia.
Segundo o relato da vítima, a agressão ocorreu enquanto ela ajudava o homem na organização da festa de aniversário do próprio filho dele (primo da vítima). O suspeito teria isolado a menina com a justificativa de buscar uma decoração esquecida. Ao ficarem sozinhos, ele abaixou a roupa da criança e tentou violentá-la. A jovem conseguiu se defender desferindo um chute contra o agressor e fugiu do local.
Por medo de represálias e das consequências familiares, a menina escondeu o fato por um tempo. No entanto, ao assistir à palestra de conscientização em seu colégio, ela se sentiu segura para procurar a direção da instituição de ensino e relatar a violência.
Imediatamente após ser informada pela escola, a mãe da vítima conduziu a filha à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Camaçari, onde a ocorrência foi registrada e uma medida protetiva de urgência foi concedida em favor da criança.
Assim que tomou conhecimento da denúncia e da abertura do inquérito policial, o homem fugiu da Bahia e, segundo informações da família, estaria escondido no estado da Paraíba.
No decorrer das investigações preliminares, novos fatos graves vieram à tona. O mesmo homem agora é investigado pela Polícia Civil por um suposto abuso cometido contra outro integrante da família: um adolescente de 13 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
As forças de segurança continuam trabalhando em conjunto com as autoridades para localizar o paradeiro do suspeito e cumprir as ordens judiciais cabíveis.