
A prefeita de Cansanção, Vilma Gomes (MDB), foi condenada pela Justiça Federal, Subseção Judiciária de Campo Formoso, à perda imediata do mandato e à suspensão dos direitos políticos por seis anos. A decisão, proferida na última sexta-feira (17), decorre de atos de improbidade administrativa cometidos entre 2011 e 2015, período em que o prejuízo aos cofres públicos ultrapassou R$ 8 milhões.
A sentença resulta de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que investigou fraudes em processos licitatórios e desvios de verbas municipais. De acordo com o juiz substituto Pedro Vinícius Moraes Carneiro, responsável pelo caso, a gestora foi diretamente envolvida no esquema fraudulento, utilizando sua posição para favorecer empresas e direcionar contratos de forma irregular.
Segundo o MPF, o esquema envolvia a simulação de concorrência pública e o uso de documentos falsos para justificar a contratação de serviços e fornecimentos sem a devida transparência. Parte dos valores desviados teria sido utilizada para fins pessoais e campanhas políticas.
Na decisão, o magistrado destacou que os atos praticados pela prefeita “comprometeram a lisura da administração pública e violaram princípios basilares da legalidade e moralidade”. Além da perda do cargo e da inelegibilidade, Vilma Gomes foi condenada ao ressarcimento integral do dano ao erário e ao pagamento de multa civil.
O MPF comemorou a decisão, afirmando que o caso reforça a importância do combate à corrupção e à má gestão dos recursos públicos. Ainda cabe recurso da decisão.