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Jorge sumiu! Tartaruga brasileira devolvida ao mar em abril, após 40 anos de cativeiro na Argentina desaparece

O sinal do dispositivo que monitorava seus movimentos no mar deixou de ser captado

Por: Redação
06/08/2025 às 19h42
Jorge sumiu! Tartaruga brasileira devolvida ao mar em abril, após 40 anos de cativeiro na Argentina desaparece
A tartaruga-cabeçuda Jorge, símbolo global de reabilitação de animais marinhos. Foto: Divulgação

A tartaruga-cabeçuda Jorge, símbolo global de reabilitação de animais marinhos, está oficialmente sem localização desde o dia 29 de julho. O sinal do dispositivo que monitorava seus movimentos no mar deixou de ser captado, levantando dúvidas sobre o paradeiro do animal, que havia retornado à natureza em abril de 2024, após passar 40 anos em cativeiro no aquário de Mendoza, na Argentina.

Com cerca de 60 anos de idade e 130 quilos, Jorge foi capturado por acidente em redes de pesca no litoral argentino em 1984 e permaneceu em exibição no aquário da cidade até o início de sua reabilitação. Sua soltura se concretizou após uma mobilização judicial liderada por advogados ambientais, que reivindicaram o direito do animal à liberdade.

Por onde andará Jorge? Tartaruga brasileira devolvida ao mar em abril, após 40 anos de cativeiro na Argentina, 'desaparece' na Baía da Guanabara, no RJ 
Trajeto de Jorge de Mar del Plata à Baía de Guanabara. Foto: divulgação

 

Sinal interrompido, mas esperança mantida

Segundo as autoridades argentinas, a perda do sinal do rastreador é considerada comum em operações do tipo e não indica necessariamente que algo aconteceu com o animal. Entre as possíveis causas estão o fim da bateria, acúmulo de organismos marinhos sobre o equipamento (bioincrustação) ou falhas técnicas no sensor.

“A falta de sinal não significa que algo tenha acontecido com Jorge”, informou a cidade de Mendoza em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (4).

Uma jornada histórica

Nascido na costa da Bahia por volta de 1960, Jorge se tornou um dos casos mais emblemáticos de longa permanência em cativeiro: foram quatro décadas longe do mar. Após três anos de readaptação, ele foi finalmente devolvido ao oceano.

Curiosamente, em vez de retornar à Bahia, sua origem genética, Jorge seguiu rumo ao litoral do Rio de Janeiro, estabelecendo-se por cerca de três meses na Baía de Guanabara, onde era monitorado por especialistas do Projeto Aruanã.

A entidade, que acompanha tartarugas marinhas na região, foi acionada para prestar esclarecimentos sobre a situação e deve divulgar mais informações nos próximos dias.

Enquanto o mundo acompanha com atenção o caso, pesquisadores e ambientalistas seguem esperançosos de que Jorge esteja saudável, vivendo livremente no oceano — como sempre deveria ter sido.

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