
Um novo capítulo para o desenvolvimento da Bahia começou a ser escrito nesta quarta-feir (4), com a assinatura do contrato entre o Governo do Estado e o consórcio chinês responsável pela construção da ponte Salvador-Itaparica. A cerimônia, que contou com a mediação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), marca oficialmente o avanço do projeto para a fase executiva, com previsão de início das obras em até 12 meses.
A futura ponte será a maior do país em estrutura marítima, com sondagens que atingirão recordes de 200 metros de profundidade. Sua construção promete ser um catalisador para a economia baiana, com a geração de 7 mil empregos diretos, atração de novos investimentos e uma significativa redução de 100 km na rota turística entre Salvador e o sul do estado.
O governador Jerônimo Rodrigues destacou o simbolismo da parceria entre Brasil e China, fundamental para o avanço da obra. O ministro Rui Costa, por sua vez, classificou a ponte como um "símbolo físico da integração". Os desafios não foram poucos; após a pandemia de Covid-19, que impactou os custos de materiais como aço e cimento, além das taxas de juros e mão de obra, foi necessária uma revisão dos valores inicialmente acordados. A intervenção do TCE foi decisiva para garantir a viabilidade financeira do projeto, assegurando que não haveria prejuízos para o estado.
O governador Jerônimo Rodrigues comemorou com entusiasmo o avanço do projeto da ponte Salvador-Itaparica após a assinatura do novo contrato com o consórcio chinês. “Finalmente a obra vai sair agora. Estou muito feliz. A Bahia está feliz. Eu tenho certeza que o Brasil está feliz.” Ele destacou o papel da parceria entre Brasil e China, construída com apoio do presidente Lula e reforçada em diversas missões oficiais: “Nós fizemos essa embaixada para que essa ponte saísse.”
Após a pandemia, o consórcio solicitou revisão dos valores devido ao aumento dos custos. Jerônimo elogiou a atuação do Tribunal de Contas do Estado na mediação: “"E, mais uma vez, eu vi com maturidade a iniciativa de um tribunal de contas do Estado chamar a responsabilidade e dizer que tem interesse público nessa negociação. O Estado da Bahia topou. Estava faltando a China. E hoje, graças a Deus, a boa notícia: a China resolveu assinar também esse novo contrato.”
Segundo o governador, o contrato foi atualizado, mas com equilíbrio: “Sem prejuízo, nem para eles, nem para nós. Foi o ganha-ganha.” Os próximos passos envolvem a análise das sondagens e a mobilização dos canteiros de obras ainda este ano, além das desapropriações e da dragagem de canal para navegação, já licitada pelo governo federal.
Ele concluiu destacando o impacto positivo da obra: “Vai ser a maior ponte da América Latina. Vai encurtar a distância, fortalecer o turismo, gerar emprego e dar mais segurança e qualidade de vida às pessoas.”
A ponte, que será a maior da América Latina, com quase três quilômetros, superando a Rio-Niterói, não apenas encurtará distâncias em cerca de 100 a 150 quilômetros para quem vem do extremo sul ou do oeste da Bahia, mas também fortalecerá o turismo e a geração de empregos na região.
A mobilização dos primeiros canteiros de obras está prevista ainda para 2025, com frentes sendo instaladas em Salvador e Vera Cruz. Os trabalhos iniciais incluem estudos de solo, montagem de estruturas e capacitação de mão de obra local.