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Acusada de injúria racial em pet shop é demitida de hospital

Em nota, a Rede Mater Dei de Saúde (RMDS) divulgou a demissão da gerente de operações da unidade de Salvador

Redação
Por: Redação
06/01/2025 às 08h55 Atualizada em 06/01/2025 às 09h07
Acusada de injúria racial em pet shop é demitida de hospital
Gerente de hospital é demitida após ser acusada de injúria racial em pet shop de Salvador | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foi demitida neste domingo (05) a gerente de operações do Hospital Mater Dei Salvador, Camilla Ferraz Barros, acusada de injúria racial em um pet shop, em Salvador, Bahia. O caso aconteceu no último sábado (04).

Em nota, a Rede Mater Dei de Saúde informou que o desligamento da funcionária se deu após os atos divulgados na redes sociais e que não tolera qualquer ato discriminatório por parte de seus integrantes, assim como reafirma seu compromisso com a igualdade e a inclusão.



Segundo a nota, a decisão pelo desligamento de Camila foi tomada após o curso de uma "sindicância interna que envolveu a diretoria, o setor jurídico e compliance".   

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Camila Ferraz, que se autointitulava juíza, elevando o tom de voz para as funcionárias da loja, proferindo frases como “eu poderia te dar ordem de prisão” e “vocês vão sofrer as consequências”, além de utilizar termos “petista, baixa e preta”.

 

Segundo a Polícia, a gerente e duas funcionárias alegam ter sido vítimas de ameaças, agressões e injúrias raciais por parte da cliente. Uma das profissionais relatou que a mulher proferiu palavras racistas contra ela.

Em contrapartida, a cliente que praticou as injúrias alega ter sido xingada, agredida fisicamente por diversos funcionários e dois seguranças da loja, além de ter sido filmada sem autorização.

A Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB) emitiu uma nota esclarecendo que a mulher envolvida no caso não é Juíza, não faz parte da Magistratura Baiana e reiterou o repúdio da entidade e do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) a qualquer prática de racismo.

O Grupo Petz, proprietário do pet shop onde o incidente ocorreu, também emitiu uma nota de repúdio a qualquer atitude de discriminação racial, de classe social e política e, informou que acionou os setores Jurídico e de Recursos Humanos para atuar e apoiar as colaboradoras nas questões jurídicas e psicológicas da unidade.

O caso foi registrado como injúria racial, lesão corporal culposa e ameaça. A 9ª Delegacia Territorial da Boca do Rio da Polícia Civil, investiga o ocorrido.

 
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