Bahia Reivindicações
Entregadores do Mercado Livre e da Shopee paralisam atividades em Salvador e RMS
Protesto liderado pelo SINTRAMMOVS/BA teve início na madrugada em galpão de Camaçari; categoria cobra abertura de negociações salariais.
17/06/2026 12h04
Por: Redação
Entregadores do Mercado Livre e da Shopee paralisam atividades em Salvador e RMS. Foto: Reprodução/Alô Juca

Entregadores e trabalhadores de logística do Mercado Livre e da Shopee realizam uma paralisação de advertência nesta quarta-feira (17) em Salvador e em cidades da Região Metropolitana (RMS). O movimento paredista afeta o fluxo de distribuição e a entrega de mercadorias das duas plataformas de e-commerce na região.

A manifestação foi organizada e convocada por meio das redes sociais do Sindicato dos Trabalhadores da Movimentação de Mercadorias em Geral e Logística (SINTRAMMOVS/BA).

Início do Movimento e Adesão

A mobilização começou nas primeiras horas do dia e ganhou força com o apoio de colaboradores de diferentes empresas do setor.

A greve teve início por volta das 5h da manhã, concentrando-se no galpão de distribuição do Mercado Livre, localizado na Via Parafuso, no município de Camaçari.

Ao longo da manhã, profissionais autônomos e terceirizados que realizam entregas para a Shopee aderiram ao chamado do sindicato, suspendendo as coletas e a distribuição de pacotes no decorrer do dia.

Reivindicações e Críticas à Gestão

O motivo central da paralisação baseia-se na falta de acordo sobre as condições de trabalho e remuneração. De acordo com o presidente do SINTRAMMOVS/BA, Marcos Rogério, o Mercado Livre tem se recusado a abrir canais de diálogo para debater as demandas financeiras da categoria.

Em tom de protesto e crítica direcionada à liderança da multinacional, o dirigente sindical manifestou-se de forma incisiva por meio de nota oficial:

"O Mercado Livre, que pertence a um empresário argentino, está pensando que aqui é a Argentina. Só que esqueceu que aqui é o Brasil e, se não negociar, vai parar." — Marcos Rogério, presidente do SINTRAMMOVS/BA.

Até o momento, as empresas afetadas pela paralisação não divulgaram comunicados oficiais sobre o impacto nas operações locais ou sobre o andamento das negociações com os prestadores de serviço e representantes sindicais.

Confira aqui:

 
 
 
 
 
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