Internacional Temporário
Após anos de conflito, Rússia e Ucrânia firmam trégua
Trégua temporária de três dias entre Rússia e Ucrânia visa a libertação de mil soldados de cada lado e coincide com o Dia da Vitória
11/05/2026 09h29
Por: Redação
O presidente da Rússia, Vladimir Putin e o presidente Volodymyr Zelensky. Foto: Reprodução

Em um movimento diplomático inesperado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou na última sexta-feira (8) a aceitação de um acordo de cessar-fogo temporário com a Ucrânia. A iniciativa foi mediada diretamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e estabelece uma pausa nas hostilidades entre os dias 9 e 11 de maio.

O principal objetivo da trégua é estritamente humanitário: a realização de uma troca massiva de mil prisioneiros de guerra de cada lado. O anúncio foi feito inicialmente por Trump em suas redes sociais e posteriormente confirmado pelo assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, que destacou a articulação por meio de canais diretos com a Casa Branca.

Contexto e objetivos do acordo

A escolha das datas não é aleatória, coincidindo com as celebrações do Dia da Vitória na Rússia, que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Donald Trump afirmou que o pedido foi feito pessoalmente por ele aos líderes de ambos os países. "Espero que seja o começo do fim de uma guerra muito longa, mortal e duramente travada", escreveu o presidente norte-americano.

O presidente Volodymyr Zelensky também confirmou o acordo, priorizando a questão humanitária e o retorno dos combatentes ucranianos ao lar.

Desafios e violações

Apesar do otimismo inicial em Washington, a implementação do cessar-fogo enfrenta dificuldades severas no terreno, no sábado (9), Putin mencionou que ainda aguardava propostas formais da parte ucraniana para operacionalizar a troca de prisioneiros anunciada por Trump. Já neste domingo (10), o presidente Zelensky veio a público denunciar que as forças russas não estariam cumprindo a trégua integralmente, relatando operações de assalto em diversos pontos da linha de frente.

A mediação de Trump ocorre em um período de forte pressão diplomática, em que o governo norte-americano busca vitórias rápidas no cenário internacional. Enquanto analistas veem o cessar-fogo como um passo importante para futuros diálogos de paz, as acusações mútuas de violações nas últimas horas demonstram a fragilidade da confiança entre Moscou e Kiev, mesmo sob a supervisão da Casa Branca.