Brasil Operação da PF
MC Ryan, Poze do Rodo e dono da Choquei são presos pela Polícia Federal
Durante a operação, a PF também apreendeu joias, relógios de luxo e veículos importados.
15/04/2026 15h33
Por: Redação
Os cantores MC Ryan e Poze do Rodo, e o nfluenciador Raphael Sousa Oliveira. Foto: Reprodução/Internet

Os cantores MC Ryan e Poze do Rodo, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, foram presos nesta terça-feira durante uma operação da Polícia Federal que investiga uma suposta organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão em esquemas de lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 90 mandados judiciais, entre prisões e buscas, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Durante a operação, a PF também apreendeu joias, relógios de luxo e veículos importados. A investigação aponta que os suspeitos utilizavam empresas e plataformas digitais para movimentar recursos de origem ilícita.

Segundo a apuração, MC Ryan é apontado como um dos principais líderes do esquema e beneficiário econômico da estrutura criminosa. De acordo com os investigadores, ele utilizava empresas ligadas à produção musical e entretenimento para misturar receitas legais com valores provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Ainda conforme a PF, o artista teria transferido participações empresariais para familiares e operadores financeiros como forma de dificultar o rastreamento do patrimônio. Os recursos também teriam sido utilizados na aquisição de imóveis, veículos de luxo e outros bens de alto valor.

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei — que soma mais de 27 milhões de seguidores nas redes sociais —, é suspeito de receber valores elevados diretamente de MC Ryan e outros investigados. A PF aponta que ele atuaria na divulgação de conteúdos favoráveis ao artista, além de promover plataformas de apostas e rifas e ajudar na gestão de crises de imagem.

Já Poze do Rodo, identificado como Marlon Brendon Silva, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos das rifas digitais e apostas, segundo os investigadores.

A defesa de Poze informou que ainda não teve acesso ao teor do mandado de prisão. Em nota, o advogado declarou que, assim que tiver conhecimento dos autos, irá se manifestar na Justiça para buscar o restabelecimento da liberdade do artista e prestar esclarecimentos ao Judiciário.

A ação faz parte da operação “Narcofluxo”, que segue em andamento e sob sigilo parcial.