Política Esvaziamento
Falta de quórum cancela sessão na Câmara de Santo Amaro em meio a crise de demissões
A prefeitura alega que as rescisões são uma resposta a exigências de órgãos de fiscalização e à necessidade de ajuste fiscal
10/03/2026 09h06
Por: Redação
Foto: Reprodução/Internet

A Câmara de Vereadores de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, não conseguiu realizar a sessão ordinária prevista para esta segunda-feira (9). O motivo foi a ausência da maioria dos parlamentares: dos 15 vereadores da Casa, oito não compareceram, impedindo a abertura dos trabalhos por falta de quórum regimental.

O esvaziamento do plenário ocorre em meio à repercussão do Decreto Municipal nº 220/2026, que determinou a rescisão imediata de todos os contratos temporários (REDA) da Prefeitura.

Denúncia: "Três mil servidores desligados"

Impedida de utilizar a tribuna pela falta de quórum, a vereadora Luana Carvalho utilizou suas redes sociais para denunciar a gravidade da situação. Segundo a parlamentar, o corte pode ter atingido cerca de três mil trabalhadores.

"São pais e mães de família que ajudam a garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais. Gestão pública exige planejamento e respeito; não se pode ignorar alertas técnicos e depois tratar trabalhadores como números", declarou a vereadora.

Luana ainda pontuou que o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) já havia alertado a gestão sobre a necessidade de adequar o modelo de contratação para garantir segurança jurídica aos profissionais, o que, segundo ela, foi negligenciado.

Assista:

 
 
 
 
 
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O Decreto nº 220/2026: As justificativas do Executivo

A medida drástica foi oficializada pelo prefeito Flaviano Bomfim (UB), em documento publicado no Diário Oficial na última sexta-feira (6). A prefeitura alega que as rescisões são uma resposta a exigências de órgãos de fiscalização e à necessidade de ajuste fiscal.

Os principais motivos listados no decreto são:

Legislativo Dividido: Quem apareceu e quem faltou

Enquanto a cidade aguardava respostas sobre o impacto das demissões nos serviços de saúde e educação, o silêncio predominou na Casa Legislativa.

A ausência de oito vereadores impediu que o tema fosse debatido oficialmente. A prefeitura sustenta que a medida é necessária para a saúde financeira do município, enquanto a oposição promete intensificar a fiscalização sobre a descontinuidade dos serviços públicos.