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Mamonas Assassinas serão homenageados com plantio de árvores em Guarulhos
A decisão, tomada em conjunto pelas famílias dos músicos, marca uma nova etapa na preservação da memória do grupo.
21/02/2026 14h10
Por: Redação
Integrantes do conjunto Mamonas Assassinas - 1995 (Ricardo Correa/VEJA)

Quase 30 anos após a tragédia que interrompeu o maior fenômeno da música brasileira nos anos 90, os integrantes dos Mamonas Assassinas receberão uma homenagem que transformará o luto em vida. Nesta segunda-feira (23), os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel e Sérgio Reoli serão exumados no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos.

A decisão, tomada em conjunto pelas famílias dos músicos, marca uma nova etapa na preservação da memória do grupo.

O projeto consiste em um ciclo de renovação simbólica e ecológica:

Após a exumação, os restos mortais serão cremados. As cinzas serão processadas e transformadas em adubo.

No BioParque Cemitério de Guarulhos, serão plantadas cinco árvores, cada uma representando um integrante da banda. A escolha de Guarulhos reafirma o vínculo eterno dos músicos com a cidade onde nasceram, cresceram e formaram a banda que conquistou o Brasil.

Um Fenômeno Inesquecível

A exumação traz à tona a lembrança da meteórica e irreverente trajetória do quinteto, que tiveram um único disco lançado em 1995, o grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias.

Em março de 1996, o velório atraiu 30 mil pessoas ao Ginásio Paschoal Thomeu, e o cortejo reuniu mais de 100 mil fãs em uma das maiores comoções da história do país.

Até hoje, as músicas dos Mamonas atravessam gerações, mantendo o status de ícones da cultura pop brasileira.