Após semanas de incertezas e uma intensa batalha que envolveu decisões judiciais, mobilização sindical e pressão midiática, o prefeito Antônio Calmon efetuou, nesta segunda-feira (19), o pagamento dos salários atrasados de dezembro dos servidores de São Francisco do Conde.
A liberação dos recursos não foi um ato espontâneo da gestão, mas o desfecho de um cerco jurídico e social que expôs uma grave crise administrativa no município.
O pagamento só foi realizado após uma escalada de eventos que colocaram a gestão municipal contra a parede:
Ultimato Judicial: Uma decisão fixou o prazo de 48 horas para o pagamento imediato, sob pena de sanções severas.
Papel da Imprensa: A atuação contínua das mídias locias e a repercussão na imprensa estadual impediram que o caso fosse silenciado nos bastidores locais.
Mobilização Popular: Servidores e sindicatos realizaram manifestações e cobranças públicas diretamente no fórum da cidade.
Ministério Público: Recomendações do MP reforçaram a ilegalidade do atraso, especialmente por se tratar de verbas alimentares e restos a pagar de 2025.
Durante o impasse, o prefeito tentou condicionar o pagamento a disputas políticas na Câmara de Vereadores. No entanto, o argumento foi amplamente rejeitado pela Justiça e por técnicos, uma vez que o orçamento para o pagamento dos salários de dezembro já deveria estar assegurado como prioridade absoluta da administração.
Para evitar que a "vergonhosa história" de atrasos se repita, a decisão judicial estabeleceu regras rígidas para o ano de 2026:
Prazo Limite: Todos os salários devem ser pagos, impreterivelmente, até o 5º dia útil de cada mês.
Fiscalização Contínua: O descumprimento deste prazo poderá acarretar em novas multas e medidas judiciais contra o gestor.
Alerta Ligado: Devido ao histórico de atrasos também em programas sociais, a sociedade civil e os órgãos de controle prometem manter a vigilância redobrada sobre as contas da prefeitura.