Política Sem Quórum
Câmara de São Francisco do Conde segue travada: Câmara segue sem Quórum, paralisando decisões vitais
A falta de quórum reforçou a percepção de caos político e do distanciamento crescente entre o Legislativo e a sociedade.
09/12/2025 18h20
Por: Redação
Sem quórum, Câmara de São Francisco do Conde suspende decisões importantes para o município. Foto: Reprodução/Vídeo

São Francisco do Conde enfrenta mais uma semana sem avanços no Legislativo. A sessão desta terça-feira (9) terminou novamente sem quórum para deliberações. Apenas quatro vereadores compareceram: Muriel, Rafael Nogueira, Lígia Costa Rosa e o presidente da Casa, Nem do Caipe. A ausência dos demais parlamentares impediu qualquer progresso nas pautas urgentes e aprofundou a crise que domina a política local.

De acordo com moradores, a repetição das faltas virou símbolo de descaso e falta de compromisso com a população. Indignados, muitos passaram a realizar nas redes sociais a chamada pública dos vereadores ausentes, denunciando quem estaria “fugindo da responsabilidade” num momento que consideram um dos piores colapsos administrativos da história recente do município.

A falta de quórum reforçou a percepção de caos político e do distanciamento crescente entre o Legislativo e a sociedade. Questões essenciais estão paradas, incluindo o andamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, que deveria avançar nesta semana. No entanto, nos bastidores, o próprio governo admite que não possui votos suficientes para aprovar a matéria.

Diante da iminente derrota, fontes afirmam que o prefeito Antônio Calmon teria iniciado, desde a segunda-feira (8), uma tentativa de recompor a base aliada oferecendo benefícios para cada vereador em troca de apoio mínimo na votação. A manobra, porém, não teria surtido efeito. Segundo parlamentares, a desconfiança nas promessas do prefeito cresceu depois de acordos descumpridos, inclusive aqueles relacionados à votação da retirada do programa Pão na Mesa.

Enquanto isso, São Francisco do Conde permanece com o Legislativo paralisado, servidores apreensivos e o orçamento de 2025 indefinido. A população promete intensificar as cobranças, na expectativa de que o impasse político finalmente encontre uma saída.