São Francisco do Conde enfrenta mais uma semana sem avanços no Legislativo. A sessão desta terça-feira (9) terminou novamente sem quórum para deliberações. Apenas quatro vereadores compareceram: Muriel, Rafael Nogueira, Lígia Costa Rosa e o presidente da Casa, Nem do Caipe. A ausência dos demais parlamentares impediu qualquer progresso nas pautas urgentes e aprofundou a crise que domina a política local.
De acordo com moradores, a repetição das faltas virou símbolo de descaso e falta de compromisso com a população. Indignados, muitos passaram a realizar nas redes sociais a chamada pública dos vereadores ausentes, denunciando quem estaria “fugindo da responsabilidade” num momento que consideram um dos piores colapsos administrativos da história recente do município.
A falta de quórum reforçou a percepção de caos político e do distanciamento crescente entre o Legislativo e a sociedade. Questões essenciais estão paradas, incluindo o andamento da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, que deveria avançar nesta semana. No entanto, nos bastidores, o próprio governo admite que não possui votos suficientes para aprovar a matéria.
Diante da iminente derrota, fontes afirmam que o prefeito Antônio Calmon teria iniciado, desde a segunda-feira (8), uma tentativa de recompor a base aliada oferecendo benefícios para cada vereador em troca de apoio mínimo na votação. A manobra, porém, não teria surtido efeito. Segundo parlamentares, a desconfiança nas promessas do prefeito cresceu depois de acordos descumpridos, inclusive aqueles relacionados à votação da retirada do programa Pão na Mesa.
Enquanto isso, São Francisco do Conde permanece com o Legislativo paralisado, servidores apreensivos e o orçamento de 2025 indefinido. A população promete intensificar as cobranças, na expectativa de que o impasse político finalmente encontre uma saída.