Polícia Esquema Criminoso
Polícia prende Vereador na Bahia por envolvimento com organização criminosa e desvio de R$ 4 bi
Além do vereador, cinco outros suspeitos também foram presos.
05/12/2025 13h01
Por: Redação
Reprodução

O vereador Marcos Araújo da Silva (PSB), conhecido como Marcão da Pipa, do município de Jaguarari, no norte da Bahia, foi preso nesta quinta-feira (4) acusado de integrar uma organização criminosa responsável por um esquema que movimentou mais de R$ 4 bilhões.

A informação foi confirmada ao portal A Tarde por uma fonte ligada à investigação. Em Jaguarari, um imóvel associado ao vereador foi alvo de mandado de busca e apreensão, onde policiais localizaram celulares e documentos. Além dele, cinco outros suspeitos também foram presos.

Os mandados foram cumpridos em quatro estados: Bahia, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina. No território baiano, a operação teve ações em Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho, Feira de Santana e Santo Estêvão.

As diligências seguem em andamento para cumprimento das ordens judiciais pendentes. Marcão da Pipa será encaminhado a um presídio, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Operação já havia mirado políticos baianos

Essa não é a primeira vez que o vereador aparece no radar das autoridades. Em setembro, Marcão da Pipa já havia sido alvo da Operação Anátema, deflagrada simultaneamente na Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná.

Na mesma fase da operação, outro político baiano foi preso: o vereador Ailton Leal (PT), de Santo Estêvão. Segundo a Polícia Civil, ele seria proprietário de um posto de combustíveis utilizado para lavagem de dinheiro.

Durante as buscas no estabelecimento, foram apreendidos R$ 18 mil, cheques, contratos, armas, veículos e diversos documentos. A Sefaz também identificou indícios de sonegação fiscal, que passarão por investigação.

Ailton Leal é irmão de um traficante considerado de alta periculosidade, morto em confronto com a polícia em 2017. Nas eleições de 2024, o vereador recebeu 963 votos.

Vazamento de informações

De acordo com o diretor do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), delegado Fábio Lordello, a deflagração desta fase precisou ser antecipada após o vazamento de informações sigilosas em veículos de imprensa baianos, o que comprometeu as medidas planejadas.

"A sigla acompanha o caso e aguarda o andamento das investigações conduzidas pelas autoridades competentes para, somente após sua conclusão, adotar as medidas cabíveis no âmbito partidário", explica a nota oficial.