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Brasil celebra o Dia Nacional da Consciência Negra pelo segundo ano como feriado nacional
A data, oficializada em novembro de 2023 pelo presidente Lula
20/11/2025 08h14
Por: Redação
Zumbi dos Palmares e Dandara

Nesta quinta-feira (20), o Brasil celebra, pelo segundo ano consecutivo como feriado nacional, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A data, oficializada em novembro de 2023 pelo presidente Lula (PT), representa um marco histórico no reconhecimento da resistência do povo negro contra o racismo estrutural e reforça a necessidade de políticas públicas antirracistas em todo o país.

A celebração já constava no calendário nacional desde 2011, quando a então presidente Dilma Rousseff (PT) instituiu o 20 de novembro como Dia da Consciência Negra em homenagem a Zumbi dos Palmares e Dandara.

Quem foi Zumbi dos Palmares

Nascido por volta de 1580, Zumbi foi líder do Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, região que hoje pertence ao estado de Alagoas. Escravizado ainda criança, tornou-se símbolo máximo da resistência negra à escravidão no Brasil colonial.

Zumbi foi morto em combate pelas tropas portuguesas e teve sua cabeça cortada, salgada e exposta no Pátio do Carmo, em Recife, numa tentativa de destruir a crença popular de que seria imortal. Quase três séculos depois, sua trajetória foi reconhecida como símbolo da luta por liberdade e justiça racial.

Por que o dia 20 de novembro é importante

O Dia Nacional da Consciência Negra é uma data de celebração, reflexão e luta. O objetivo é destacar a força, resistência e sofrimento vividos pelo povo negro desde a chegada forçada de africanos ao Brasil.

Durante o período colonial, cerca de 4,6 milhões de africanos foram escravizados no país — o maior número de toda a diáspora africana. Submetidos a trabalhos forçados, tratamento degradante e sem acesso à educação ou à saúde, esses homens, mulheres e crianças foram fundamentais na formação econômica e cultural do Brasil.

A data também reforça o papel da cultura africana na construção da identidade nacional, influenciando a música, a religiosidade, a política, a gastronomia e diversas outras áreas.

Racismo estrutural e a luta que continua

O Brasil foi um dos últimos países das Américas a abolir a escravidão, com a assinatura da Lei Áurea, em 1888. Contudo, a medida não trouxe reparação nem garantias de cidadania aos negros libertos. Sem políticas de inclusão, foram deixados à margem da sociedade — realidade que ainda reflete nas desigualdades atuais.

O 20 de novembro reforça a luta antirracista e dá visibilidade à urgência de combater a discriminação, garantindo direitos, oportunidades e respeito para a população negra em todos os espaços.