Bahia Operação USG
Vereador, ex-secretários e médicos são presos por esquema que desviou mais de R$ 12 milhões da saúde
Clínicas de fachada e plantões fictícios fazem parte do esquema
18/11/2025 11h46
Por: Redação
Foto: Reprodução/Internet

Nove pessoas foram presas pela Polícia Civil da Bahia nesta terça-feira (18) durante a segunda fase da Operação USG, que apura um amplo esquema de desvio de verbas da saúde pública. Segundo as investigações, um grupo criminoso formado por médicos, ex-secretários municipais de Saúde, agentes políticos e empresários desviou mais de R$ 12 milhões dos cofres públicos.

Entre os presos estão um vereador, dois ex-secretários de Saúde e outros investigados diretamente ligados às irregularidades. Os nomes não foram divulgados até a última atualização desta reportagem.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, e em uma cidade do Piauí. Além das prisões, a operação inclui o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados aos suspeitos e a três clínicas utilizadas no esquema.

Como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso utilizava clínicas de fachada e contratos superfaturados para justificar pagamentos por procedimentos médicos que nunca foram realizados. A investigação identificou diversas fraudes, entre elas:

A deflagração desta nova fase da operação ocorreu após a análise de documentos e arquivos apreendidos na primeira etapa da USG, realizada em dezembro de 2024, que revelou elementos suficientes para o aprofundamento das apurações e identificação de novos envolvidos.

Força-tarefa ampliada

Cerca de 80 policiais participaram da ação, reunindo equipes do Draco-LD, da DECCOR, da 11ª Coorpin (Barreiras/BA) e da Polícia Civil do Piauí.

As investigações seguem em andamento para rastrear o destino dos recursos desviados e esclarecer o papel de cada integrante do grupo criminoso.

Primeira fase

Em dezembro de 2024 a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas de médicos e ex-secretários municipais de saúde de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, e em duas cidades do Piauí. As investigações apontavam na época para um esquema fraudulento nas pastas dos municípios, a exemplo de exames incompatíveis e plantões que nunca foram realizados.

Na ocasião, Operação USG também cumpriu mandados em clínicas particulares, hospitais municipais e na Secretaria de Saúde de Formosa do Rio Preto, que suspendeu contratos com quatro empresas investigadas.

Nove investigados, quase todos médicos, eram considerados suspeitos de desvios de verbas públicas, fraudes em licitações e contratações, entre outros crimes que não foram detalhados.