O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, mais conhecido como Binho Galinha (PRD), foi preso nesta sexta-feira (3) em Feira de Santana, na Bahia, após se entregar ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O parlamentar era considerado foragido há dois dias. Ele é suspeito de comandar uma milícia que estaria envolvida em atividades de lavagem de dinheiro há mais de uma década. A prisão de Binho Galinha acontece após uma operação policial que, dias antes, já havia detido sua esposa, seu filho e outras sete pessoas.
Após ter o mandado de prisão preventiva cumprido, Binho Galinha foi imediatamente escoltado para Salvador. O translado foi feito por uma equipe de 20 agentes policiais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). O deputado ficará custodiado em uma Sala de Estado-Maior na capital baiana.
Em nota, Binho Galinha declarou que está colaborando com as autoridades e expressou confiança na Justiça, afirmando que "todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo do processo".
"Binho Galinha também ressaltou que continuará prestando todas as informações necessárias e confia que a verdade será restabelecida, reafirmando o compromisso com o devido processo legal", completa a defesa.
Em coletiva de imprensa na quarta-feira (1º), o delegado da Polícia Federal, Geraldo Almeida, falou sobre o caso. "Verificamos que os investigados estavam praticando o comércio ilícito de armas de fogo, como também havia investigado associado para o tráfico. Há diversas razões que levaram ao decreto de prisão preventiva dos investigados", disse. Segundo ele, os detalhes não podem ser divulgados para não prejudicar as investigações.
O parlamentar foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), em fevereiro, como chefe de uma organização criminosa que atua na região de Feira de Santana há mais de uma década.
Em junho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou os efeitos da operação El Patrón, que teve como alvo o deputado estadual. A decisão foi tomada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, relator do caso. Porém, em agosto, uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reverteu a decisão.