Polícia Simões Filho
Corpos de duas amigas desaparecidas são encontrados em Simões Filho; dívida de R$ 15 mil teria motivado crime
Principal suspeito confessou os assassinatos; Polícia Civil prendeu um comparsa e segue em busca de outro envolvido
02/10/2025 19h45
Por: Redação
Dívida de R$ 15 mil teria motivado morte de amigas em Simões Filho. Foto: Reprodução

O desfecho trágico do desaparecimento das amigas Tamara Trindade da Silva, de 28 anos, e Mayane Ferreira, de 20, abalou a cidade de Simões Filho. Os corpos das duas jovens foram encontrados nesta quinta-feira (2), em uma área de mata do município, após dias de buscas e angústia para familiares e amigos.

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 15 mil. O principal suspeito, de 20 anos, foi interrogado e confessou a autoria dos assassinatos, alegando que teria agido por vingança contra Tamara, a quem acusava de furtar a quantia.

De acordo com o depoimento, as vítimas foram atraídas para uma residência, onde sofreram golpes de faca e machado. Ainda segundo o relato do criminoso, Mayane teria sido morta apenas por presenciar o crime e começar a gritar, o que fez com que ele temesse ser denunciado.

Prisões e investigações

Um segundo homem, de 21 anos, foi preso em flagrante durante a ocultação dos corpos. Ele colaborou com os investigadores e indicou o local onde as vítimas estavam escondidas. A Polícia Civil já representou pela prisão preventiva dos envolvidos e identificou um terceiro suspeito, que segue sendo procurado.

O desaparecimento

Tamara e Mayane estavam desaparecidas desde o dia 25 de setembro, após saírem juntas para beber no bairro Cia II, em Simões Filho. Amigas há cerca de quatro anos, elas costumavam passar muito tempo juntas. Poucos dias antes do crime, Mayane havia se mudado temporariamente para a casa de Tamara.

Na noite do desaparecimento, câmeras de segurança registraram as duas circulando de motocicleta por volta da meia-noite, mas as imagens ainda não foram divulgadas à imprensa.

O caso segue em investigação pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer todos os detalhes do crime brutal que chocou a Região Metropolitana de Salvador.