Bahia Ampliação
Fundação Doutor Jesus deve ser reconhecida como primeiro hospital de tratamento de dependência química da Bahia
O objetivo é que o espaço seja reconhecido como o primeiro hospital terapêutico de dependência química da Bahia
23/09/2025 09h08
Por: Redação
Foto: Reprodução/Internet

A Fundação Doutor Jesus, localizada na Região Metropolitana de Salvador, deve ganhar nos próximos dias uma nova etapa de ampliação. O anúncio foi feito pelo deputado federal Sargento Isidório (Avante-BA), em entrevista ao Informe Baiano, nesta segunda-feira (22). Segundo ele, a inauguração oficial depende apenas da confirmação do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O objetivo é que o espaço seja reconhecido como o primeiro hospital terapêutico de dependência química da Bahia, oferecendo atendimento humanizado a milhares de pessoas em recuperação.

Estrutura atual

Atualmente, a instituição acolhe mais de 2.700 internos, que contam com acompanhamento de psicólogos, pedagogos, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos. Além da assistência profissional em tempo integral, os internos participam de atividades esportivas, cursos profissionalizantes e suporte espiritual.

Isidório compara o trabalho da fundação ao do Hospital Sarah, em Salvador, referência nacional em reabilitação física:

“Dependência química é doença, e lugar de doente é no hospital. A diferença é que o nosso hospital não tem centro cirúrgico ou UTI, mas tem psicólogos, nutricionistas, esportes, cursos, lazer e um sistema completo de acolhimento. Se o paciente do álcool ou das drogas é retirado das ruas e tratado, ele está hospitalizado. É por isso que eu chamo de hospital terapêutico”, afirmou.

Desafios e apoio

O parlamentar destacou ainda que a instituição enfrenta dificuldades financeiras para manter a alimentação e o suprimento de materiais, mas continua funcionando 24 horas por dia. Ele disse buscar apoio do governo federal para ampliar a estrutura e garantir a continuidade dos serviços.

“Esse é um sonho que vai se tornando realidade. Se existem hospitais para tantas outras áreas, por que não pode haver um hospital dedicado ao tratamento da dependência química?”, questionou Isidório.