O Sindicato dos Servidores Públicos e Câmara de São Francisco do Conde (Sindsefran) realizou uma manifestação em frente à Câmara de Vereadores nesta terça-feira (09), cobrando respostas para uma série de problemas enfrentados pela categoria. A entidade denuncia atrasos salariais, cortes de benefícios e medidas da atual gestão municipal, comandada pelo prefeito Antônio Calmon (PP), que afetam também a população, como a suspensão de programas sociais e risco na oferta de medicamentos.
De acordo com o sindicato, desde 2024 os servidores cobram a progressão horizontal por tempo de serviço e o pagamento do quinquênio, previstos no plano de cargos e salários. Apesar de reuniões com o governo, esses direitos seguem sem ser pagos, inclusive o retroativo.
No início de 2025, a categoria conseguiu a implementação do piso nacional do magistério, considerado até agora o único avanço. No entanto, outras demandas, como a revisão da data-base em abril, continuam sem resposta.
“O governo vem mantendo a política de reajuste zero. Nossa expectativa é que na reunião de 7 de outubro seja apresentada uma proposta digna, que possamos levar em assembleia”, afirmou o sindicato.
Entre as críticas, o Sindsefran aponta a suspensão do programa social Pão na Mesa, que, mesmo após recomendação do Ministério Público, não foi retomado.
A entidade também denuncia projetos enviados à Câmara que preveem o fim da distribuição de medicamentos de alto custo e a retirada do período de defeso dos pescadores.
Outro ponto destacado foi a exoneração de cerca de 1.200 servidores comissionados, muitos ligados a áreas essenciais como saúde e educação. Embora parte tenha sido recontratada, a maioria segue de fora.
O sindicato relatou ainda que alguns gestores foram orientados a continuar trabalhando sem nomeação oficial, o que deixou pessoas atuando sem vínculo e sem garantia de pagamento.
Os atrasos salariais também foram denunciados. Mesmo após o quinto dia útil de setembro, vários servidores não haviam recebido. Além disso, benefícios como insalubridade, periculosidade e auxílio-alimentação foram suspensos.
Durante a manifestação, o sindicato acusou a Câmara de omissão diante da crise e afirmou que a cidade vive um cenário de instabilidade permanente.
A agenda de mobilizações vai até o dia 7 de outubro e prometem intensificar os protestos caso não haja avanços.