Três homens foram presos no Rio de Janeiro acusados de aplicar golpes contra a rede Casas Bahia, causando um prejuízo de quase R$ 1 milhão. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, teve início após uma denúncia da própria varejista. A prisão ocorre logo depois que a Mapa Capital assumiu o controle da empresa.
Os suspeitos foram identificados como Carlos Henrique Couto das Neves, Fábio Lúcio Borges Pereira e Lucas Silveira Custódio. Foram cumpridos três mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão em endereços na Tijuca, Saquarema, Maricá, Araruama e Duque de Caxias.
Segundo a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o grupo operava há pelo menos dois anos utilizando cartões de crédito clonados para compras fraudulentas. Eles priorizavam a aquisição de televisores (entre 50 e 65 polegadas) e eletrodomésticos, como airfryers, que eram retirados pessoalmente em lojas da rede e revendidos ilegalmente.
A Polícia Civil explicou que, após a retirada dos produtos, os cartões eram cancelados, e o prejuízo recaía sobre a empresa. Em apenas um dia, em uma unidade de Saquarema, os criminosos conseguiram levar cerca de R$ 20 mil em mercadorias. O trio já tinha antecedentes por estelionato e outros crimes contra o patrimônio. A polícia agora trabalha para identificar possíveis cúmplices e o destino dos produtos.
Em nota, o Grupo Casas Bahia informou que a investigação começou a partir de uma denúncia feita pela própria empresa no fim de 2024. A companhia esclareceu que a apuração foi conduzida em parceria com sua equipe interna e teve como foco o uso de cartões clonados em compras online de eletrônicos. A empresa reforçou que nenhum funcionário está envolvido e que continua colaborando com as autoridades para garantir a segurança dos clientes e a integridade das operações.
A prisão do trio ocorre após um recente processo de mudança de controle na empresa. A Mapa Capital assumiu o controle do Grupo Casas Bahia (BHIA3) ao alcançar 85,5% do capital social, após a conversão de 1,4 bilhão de debêntures.
Essa transação, que totalizou R$ 1,5 bilhão, com as ações emitidas a um preço médio de R$ 2,95, representa uma alteração significativa na gestão da empresa, que agora pode impactar seus indicadores e o desempenho das ações. A Mapa Capital planeja ajustar a gestão aumentando o Conselho de Administração para sete membros, indicando três conselheiros e nomeando integrantes para os comitês da empresa.