Justiça ABSOLVIDO
Júri absolve Janailton Lomba no caso Telma Leal e decisão gera revolta em Candeias
A decisão foi tomada por um conselho de sentença composto por sete mulheres
22/08/2025 09h46
Por: Redação
Reprodução/Internet

O júri popular que analisava o caso de Telma dos Santos Leal, desaparecida em 2019, absolveu na noite desta quinta-feira (21) o réu Janailton Lomba Almeida, conhecido como “Dedei”. Ele era acusado de homicídio e ocultação de cadáver, mas foi inocentado após cinco anos de investigações e um julgamento que mobilizou a cidade de Candeias.

A decisão foi tomada por um conselho de sentença composto por sete mulheres, após longos debates entre acusação e defesa. A absolvição provocou comoção e revolta entre familiares e amigos da vítima, que aguardavam uma condenação como resposta ao caso.

O julgamento

Durante o julgamento, o promotor Luís Eduardo Souza apresentou uma acusação contundente, alegando que Janailton não aceitava o fim do relacionamento de quase 20 anos com Telma. Segundo a acusação, a vítima teria sido dopada, estrangulada e morta a tiros, com o corpo ocultado em local até hoje desconhecido.

O promotor chegou a comparar o caso ao do goleiro Bruno, chamando o réu de “mentiroso, frio e covarde”. Os filhos do casal também prestaram depoimento. Um dos momentos mais marcantes foi a fala de Jonatas, filho de Telma e Janailton, que ao ser questionado sobre o autor do crime apontou para o pai e afirmou:
“Está bem na frente de vocês.”

A defesa

A defesa, por sua vez, alegou que não existiam provas materiais que pudessem incriminar Janailton.
“Não existe certeza absoluta de que foi ele quem matou Telma. Não se pode condenar alguém apenas por suposições”, argumentaram os advogados, reforçando que o corpo da vítima jamais foi encontrado e que o inquérito apresentava lacunas.

A absolvição

Após horas de deliberação, as juradas decidiram pela absolvição. O anúncio da sentença foi recebido com indignação: familiares e amigos de Telma choraram, gritaram e protestaram no plenário do fórum de Candeias.

Janailton deixou o tribunal sob escolta policial, enquanto sua defesa comemorava a decisão como uma vitória da presunção de inocência. Já para os familiares da vítima, a sensação foi de impunidade e frustração, diante de um caso que continua sem respostas sobre o paradeiro de Telma.