Política Improbidade
Câmara de Vereadores de Ibicaraí afasta prefeita Monalisa Tavares
O afastamento ocorre em cumprimento a uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF)
16/07/2025 22h17
Por: Redação
Prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (União). Foto: Reprodução

A prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (União), foi afastada de seu cargo pela Câmara de Vereadores na noite desta quarta-feira (16). A decisão foi tomada em sessão presidida pelo vereador Chico do Doce (PSDB), após a confirmação em segunda instância de sua condenação por improbidade administrativa, com trânsito em julgado.

A condenação, proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, impôs a Monalisa Tavares a suspensão de seus direitos políticos por quatro anos. Além disso, a gestora fica proibida de contratar com o poder público ou de receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios, ainda que por meio de empresas das quais seja sócia, pelo prazo de três anos.

O afastamento ocorre em cumprimento a uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF), que comunicou oficialmente ao Legislativo municipal a perda dos direitos políticos da gestora, decorrente da condenação no processo por improbidade administrativa. Com a perda dos direitos políticos, Monalisa Tavares se torna inelegível e está impedida de permanecer no cargo.

O vice-prefeito Jonathas Soares (Republicanos) deve ser empossado já nesta quinta-feira (17) para assumir a chefia do executivo municipal.

A decisão judicial responsabiliza Monalisa Tavares por fraudes em licitações e favorecimento indevido à empresa “MIF dos Santos de Ibicaraí” durante seu mandato anterior. A sentença reconheceu a prática de atos irregulares que violam os princípios da administração pública, envolvendo simulações de licitações e favorecimento de empresas. Segundo os autos, houve falsificação de documentos e pagamentos indevidos, com "dolo e má-fé" comprovados pela Justiça Federal.

Na última sexta-feira (11), o legislativo municipal já havia notificado a prefeita para prestar esclarecimentos em relação à condenação. Monalisa também havia entrado com recurso na Justiça Federal para suspender os efeitos da condenação e tentar se manter no cargo.