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Médico é afastado de Pronto-Socorro após denúncia de consumo de vodka em plantão
Até o momento, o médico não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.
30/06/2025 11h08
Por: Redação
Médico teria bebido vodka. Foto: Reprodução

Um médico que atuava no Pronto-Socorro Central de Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi afastado de suas atividades após ser denunciado por supostamente consumir vodka durante seu turno de atendimento no último domingo (29). A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o episódio foi registrado como ocorrência não criminal.

A acusação partiu de Felipe Gomes Hatzopoulos, mecânico que aguardava atendimento na unidade de saúde, localizada no bairro Guilhermina. Em entrevista ao portal iG, Felipe relatou ter visto o médico comprando bebida alcoólica pouco antes de iniciar o plantão.

Segundo o relato do mecânico, o profissional adquiriu duas doses da bebida em uma barraca próxima ao pronto-socorro. "Eu estava tomando um suco, aí chegou esse cara pedindo duas doses de vodka, deixou o copo Stanley dele e foi buscar outra coisa. Depois ele pagou rápido e voltou em direção ao PS, todo se tremendo", detalhou Felipe. Minutos depois, o mecânico reconheceu o mesmo homem dentro do consultório, já vestido com o jaleco branco.

Diante da forte suspeita, Felipe decidiu verificar o conteúdo do copo do profissional. "Quando eu abri, tombou vodka no colo de outro paciente. Todo mundo sentiu o cheiro", afirmou, destacando o cheiro característico de álcool.

Felipe Hatzopoulos garante ter registrado vídeos que mostram o recipiente e o momento em que o médico tenta jogar o conteúdo fora na pia. Ele também procurou a administração da unidade para relatar o ocorrido. "Eu falei: 'você tá cuidando da saúde do povo, olha o que você está fazendo'", contou.

Apesar da chegada da Polícia Militar ao local, o médico, segundo o mecânico, não foi conduzido à delegacia.

A Prefeitura de Praia Grande confirmou o afastamento imediato do profissional e esclareceu que ele não pertence ao quadro direto de servidores públicos municipais. O médico é vinculado à Organização Social SPDM, responsável pela gestão do pronto-socorro. Até o momento, o médico não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.