A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que atualmente está na lista de difusão vermelha da Interpol e se encontra na Itália, gravou um vídeo convocando seus apoiadores para um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, intitulado "Justiça Já". A manifestação está marcada para o próximo domingo, 29 de junho, às 14h.
Mesmo com seus perfis em redes sociais bloqueados por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a parlamentar se identificou como "exilada política na Itália" no vídeo, que foi publicado no perfil do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (AL), para mobilizar seus eleitores.
No apelo, Zambelli pediu a seus apoiadores que a representem no ato. "Queria pedir para cada um de vocês me representar neste dia 29 de junho, vocês que votaram em mim, os que votaram em nossa base, por favor, não desistam. Não desistam por todos aqueles que estão presos, exilados e que precisam da sua ajuda agora", declarou a deputada licenciada. Ela ainda inverteu a lógica de representação, afirmando: "Eu digo para vocês: vocês me representam. Por favor, compareçam na Paulista dia 29 às 14h. O Brasil precisa de todos vocês".
O ato na Avenida Paulista começou a ser mobilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o objetivo de "enfraquecer a narrativa de tentativa de golpe de Estado" que surgiu após a delação premiada do ex-ajudante de ordens, Mauro Cid. O protesto tem sido endossado e promovido também pelo pastor bolsonarista Silas Malafaia nas redes sociais, que publicou um convite para a "manifestação pacífica".
As autoridades italianas já identificaram o local onde a deputada federal Carla Zambelli está. No entanto, sua prisão depende de trâmites judiciais no país europeu. A parlamentar está há 22 dias na lista de difusão vermelha da Interpol, após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinar sua prisão por envolvimento na invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) junto com o hacker Walter Delgatti Neto.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por unanimidade pela Primeira Turma do STF pelo crime de invasão a sistemas do CNJ. De acordo com a denúncia, ela contratou Delgatti para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, assinado pelo próprio ministro. Após a decisão, a parlamentar fugiu para a Itália.
Veja convocação
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