Bahia “Operação Abadá”
Estudantes da classe média alta são investigados pelo golpe na venda de abadás em Salvador
De acordo com a Polícia Civil, pelo menos dois suspeitos já foram identificados.
25/02/2025 12h11
Por: Redação
De acordo com a Polícia Civil, pelo menos dois suspeitos já foram identificados. Foto: Reprodução/Polícia Civil

Um grupo de estudantes de classe média alta de Salvador está sendo investigado por envolvimento em um esquema de fraude na compra de abadás e camarotes para o Carnaval. A operação, denominada "Operação Abadá", foi deflagrada pela Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

De acordo com a Polícia Civil, pelo menos dois suspeitos já foram identificados. Um deles, estudante de informática, foi flagrado ao tentar retirar um abadá de uma loja no Caminho das Árvores utilizando um cartão clonado. Graças à ação rápida da polícia, a compra foi estornada e o prejuízo de R$ 15 mil evitados.

“Técnicas de inteligência, a exemplo da vigilância, durante todo o final de semana, possibilitaram a localização do principal suspeito. Ele foi interrogado e poderá responder por estelionato e associação criminosa”, informou o delegado Thiago Costa, titular da Decon.

Investigadores tentam agora identificar os demais integrantes do grupo, desarticular o esquema, responsabilizar criminalmente os envolvidos e ressarcir os estabelecimentos comerciais. “O trabalho segue durante os próximos dias e será intensificado até o fim do carnaval”, disse o delegado.

Durante o interrogatório, o estudante revelou detalhes do esquema, que envolvia o uso de “laranjas” para utilizar os  dados cadastrais e retirar os produtos adquiridos de forma fraudulenta. Ele também revelou outro suspeito como mentor da ação.

A investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos, desarticular o grupo e garantir o ressarcimento dos estabelecimentos prejudicados. O delegado Thiago Costa, titular da Decon, afirmou que o trabalho continuará intensificado até o fim do Carnaval para evitar novos golpes. Os suspeitos podem responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa .