Bahia Incitação
Lista classificando alunas como “Estupráveis” provoca protestos e investigação em Feira de Santana
Ação atribuída a estudantes do 9º ano envolveu a fixação de nomes em sala de aula e alusões a condenados por feminicídio e violência sexual; instituição afirma adotar medidas pedagógicas e legais.
10/10/2026 10h49
Por: Redação
Lista classificando alunas como “Estupráveis” provoca protestos e investigação em Feira de Santana. Foto: Reprodução

Um caso grave de assédio e incitação à violência mobiliza a comunidade escolar em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. O Colégio Anísio Teixeira, uma tradicional instituição privada do município, instaurou apuração interna após denúncias de que alunos do 9º ano do Ensino Fundamental teriam elaborado e fixado na parede de uma sala de aula uma lista com nomes de colegas classificadas sob o rótulo de "estupráveis".

As informações vieram à tona na noite de quinta-feira (8) após intensa repercussão em redes sociais e foram divulgadas inicialmente pelo portal Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. Segundo os relatos, o cartaz foi afixado em ambiente de convivência dos estudantes e posteriormente removido pela equipe pedagógica.

Além da lista, as denúncias apontam que, durante uma atividade escolar, alunos teriam utilizado fantasias e referências a homens condenados ou investigados por crimes de alta gravidade contra mulheres e violência sexual — como o ex-goleiro Bruno, o ex-jogador Daniel Alves e o criminoso Lázaro Barbosa.

Posição da Instituição

Em nota oficial, a direção do Colégio Anísio Teixeira informou que acompanha os fatos relatados e que já iniciou a aplicação das medidas disciplinares e pedagógicas previstas no regimento interno e na legislação vigente.

"A instituição conduz os casos com responsabilidade e atenção aos direitos de todos os estudantes envolvidos, reforçando o compromisso inegociável de manter um ambiente escolar seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de violência, discriminação ou constrangimento."

A escola ressaltou ainda que, por envolver adolescentes menores de idade, os procedimentos correm sob sigilo para preservar a privacidade e a integridade física e psicológica dos alunos, razão pela qual detalhes das sanções aplicadas não serão divulgados publicamente. Os episódios seguem sob apuração interna.