Circula nas redes sociais mensagem que afirma que forças de segurança teriam identificado planos para ataques de uma facção durante as Eleições 2026 e que locais públicos, embaixadas, prédios públicos e outros pontos poderiam ser alvo de ações criminosas. O conteúdo também levanta dúvidas sobre a segurança das eleitoras e dos eleitores nos locais de votação.
A informação é enganosa. A Justiça Eleitoral trabalha em conjunto com os Ministérios da Justiça e da Defesa e governos estaduais, que mobilizam as forças de segurança para garantir a realização das eleições e a proteção de eleitoras, eleitores, mesárias, mesários e demais pessoas envolvidas no processo eleitoral.
Não há confirmação de que as seções eleitorais estejam sob uma ameaça generalizada de ataques como a descrita na publicação.
A Justiça Eleitoral adota medidas específicas para garantir a segurança e a normalidade da votação;
Ministérios da Justiça, da Defesa e Secretarias de Segurança Públicas atuam em parceria com a Justiça Eleitoral para assegurar a proteção do eleitorado durante exercício do voto;
Além das polícias Federal, Civil e Militar, as Forças Armadas (FFAAs) também atuam para assegurar que o pleito transcorra com tranquilidade.
Em 14 de setembro de 2026, o TSE e o Ministério da Justiça firmaram acordo reafirmando a competência das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), para o policiamento, a fiscalização e o patrulhamento das rodovias federais. A parceria também prevê, de forma inédita, apoio logístico à Justiça Eleitoral em situações de emergência provocadas por eventos climáticos extremos.
Sobre os relatos de investidas contra as embaixadas, a Polícia Federal e agências de inteligência estrangeiras já atuam preventivamente para apurar suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas no Brasil.
Segundo a corporação, até o momento não foram verificados elementos que corroborassem os riscos apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.
O artigo 30 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) estabelece que cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) requisitar força federal para garantir a votação e a apuração, quando necessário.
Nas Eleições 2026, a Resolução TSE nº 23.751/2026 estabelece ainda regras para a atuação das FFAAs nas proximidades das seções eleitorais. Além disso, quando há necessidade de emprego de força federal, os pedidos são encaminhados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a indicação dos fatos e circunstâncias que justificam a medida. O TSE analisa a necessidade antes de autorizar a requisição.
De regiões isoladas da Amazônia a grandes centros urbanos, as forças de segurança apoiam a Justiça Eleitoral para que a votação e a apuração ocorram com segurança no 1º turno das Eleições Gerais de 2026, que ocorrerá neste domingo (4). A atuação, que ocorre em 482 municípios de 12 Estados, mobiliza 26,5 mil militares em ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), além de atividades de apoio logístico em localidades de difícil acesso.