Brasil Abandono de Cargo
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro é demitido do cargo de escrivão da PF
Ex-escrivão e ex-deputado federal foi punido por abandono de cargo após não retornar ao Brasil para reassumir funções na corporação.
21/09/2026 10h21
Por: Redação
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução/Internet

O ministro da Justiça, Wellington Lima, oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal (PF). A medida, publicada no Diário Oficial da União, encerra o processo administrativo disciplinar que apontou abandono de cargo por parte do ex-servidor.

A apuração constatou que o ex-deputado ultrapassou o limite de 30 dias consecutivos de ausência injustificada ao trabalho, infringindo o Estatuto dos Servidores Públicos Federais.

O retorno exigido e a ausência

Aprovado em concurso público para escrivão da PF em 2010, Eduardo estava licenciado da corporação desde fevereiro de 2015, período em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados.

Com a declaração de perda do mandato parlamentar no final de 2025 devido a faltas injustificadas, a instituição determinou que ele se reapresentasse para retomar suas atividades cotidianas. Contudo, como permaneceu nos Estados Unidos — país onde reside desde o início de 2025 —, a corporação conduziu o processo disciplinar que culminou na demissão definitiva.

Situação nos EUA e histórico judicial

Fora do Brasil, onde obteve o green card de residência permanente em julho, o ex-parlamentar justificou a permanência no exterior alegando perseguição política e atuou na articulação de medidas contra autoridades brasileiras, além de defender sanções e tarifas comerciais dos EUA contra o país.

Na esfera judicial, Eduardo acumula uma condenação de quatro anos e dois meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho, por crime de coação no curso do processo, com a sentença mantida pela Corte em setembro.