
O ministro da Justiça, Wellington Lima, oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal (PF). A medida, publicada no Diário Oficial da União, encerra o processo administrativo disciplinar que apontou abandono de cargo por parte do ex-servidor.
A apuração constatou que o ex-deputado ultrapassou o limite de 30 dias consecutivos de ausência injustificada ao trabalho, infringindo o Estatuto dos Servidores Públicos Federais.
Aprovado em concurso público para escrivão da PF em 2010, Eduardo estava licenciado da corporação desde fevereiro de 2015, período em que exerceu mandato na Câmara dos Deputados.
Com a declaração de perda do mandato parlamentar no final de 2025 devido a faltas injustificadas, a instituição determinou que ele se reapresentasse para retomar suas atividades cotidianas. Contudo, como permaneceu nos Estados Unidos — país onde reside desde o início de 2025 —, a corporação conduziu o processo disciplinar que culminou na demissão definitiva.
Fora do Brasil, onde obteve o green card de residência permanente em julho, o ex-parlamentar justificou a permanência no exterior alegando perseguição política e atuou na articulação de medidas contra autoridades brasileiras, além de defender sanções e tarifas comerciais dos EUA contra o país.
Na esfera judicial, Eduardo acumula uma condenação de quatro anos e dois meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho, por crime de coação no curso do processo, com a sentença mantida pela Corte em setembro.