A expansão do metrô de Salvador até o Campo Grande deverá encurtar o trajeto de milhares de pessoas que trabalham, estudam ou circulam diariamente pelo Centro da capital baiana. A futura estação ficará próxima a uma área de grande concentração de escritórios, comércio, hotéis, escolas e do campus do Canela da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O novo trecho será construído de forma subterrânea e tem previsão de atender cerca de 12 mil passageiros por dia, ampliando a integração do transporte de massa com uma das regiões mais movimentadas e tradicionais de Salvador.
O avanço atual contrasta com os primeiros anos da implantação do metrô na capital baiana. O sistema permaneceu por cerca de 13 anos sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador sem entrar em operação.
Posteriormente, durante a gestão do então prefeito ACM Neto, o sistema foi transferido para o Governo do Estado, à época comandado pelo governador Jaques Wagner. Em 2014, os primeiros trens começaram a circular.
Na sequência, o ex-governador Rui Costa deu continuidade à expansão do sistema, com a ampliação das Linhas 1 e 2 e a implantação de novos trechos.
Agora, o governador Jerônimo Rodrigues conduz uma nova etapa de expansão da rede.
Em abril, Jerônimo Rodrigues assinou, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ordem de serviço para a implantação do Tramo IV, que ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande.
As obras já foram iniciadas e contam com investimento previsto de R$ 1,5 bilhão.
Além de ampliar a rede metroviária, a intervenção deverá movimentar o mercado de trabalho durante a execução. A previsão é de geração de aproximadamente mil empregos diretos.
Com a entrada em operação do novo trecho, a expectativa é de aumento na circulação de pessoas em uma região marcada pela presença de restaurantes, bares, hotéis, lojas e diversos prestadores de serviços.
O fluxo maior de passageiros poderá contribuir para a movimentação da economia local, especialmente para estabelecimentos situados no entorno da futura estação.
Para trabalhadores e estudantes que precisam se deslocar diariamente pelo Centro, a chegada do metrô ao Campo Grande também deverá representar uma alternativa de transporte com mais agilidade e conforto.
A futura estação também deverá facilitar o acesso a alguns dos principais equipamentos culturais de Salvador.
O Teatro Castro Alves, a Concha Acústica e o futuro Centro Cultural Banco do Brasil, previsto para funcionar no Palácio da Aclamação, passarão a estar próximos de uma área atendida diretamente pelo sistema metroviário.
A localização ainda poderá facilitar o deslocamento até o Centro Histórico e bairros como Vitória, Canela e Graça, ampliando as opções de transporte para moradores, trabalhadores, estudantes e turistas.
Com a expansão até o Campo Grande, o metrô passa a alcançar uma área estratégica de Salvador, conectando transporte, atividade econômica, educação, cultura e turismo em um dos principais eixos da cidade.