Bahia BodyScan
Internos do Conjunto Penal de Lauro de Freitas são flagrados com drogas no estômago após saída temporária
Procedimento no BodyScan identificou o material ilícito; um dos custodiados sofreu convulsão no presídio e corre o risco de passar por cirurgia.
14/08/2026 15h56
Por: Redação
Foto: Divulgação / SSP-BA

Dois presidiários do Conjunto Penal de Lauro de Freitas (CPLF), na Região Metropolitana de Salvador, foram flagrados tentando engolir e transportar entorpecentes para dentro da unidade prisional. Os episódios ocorreram na quarta-feira (12), durante o retorno da saída temporária referente ao Dia dos Pais.

Ambos os casos foram identificados pela equipe de segurança com o auxílio do scanner corporal (BodyScan). Devido à presença dos pacotes no estômago, os detentos precisaram de assistência e internação hospitalar.

No primeiro atendimento, o BodyScan apontou anormalidades na região abdominal do interno durante os procedimentos padrão de revista na entrada do presídio.

O custodiado foi imediatamente colocado sob observação em uma cela de triagem.

Na manhã de quinta-feira (13), agentes penitenciários apreenderam dois invólucros de maconha expelidos pelo homem.

Por segurança, ele foi levado ao Hospital Menandro de Faria para exames que confirmassem a ausência de mais drogas no trato digestivo e, após alta, foi conduzido à delegacia para o registro do flagrante.

O segundo episódio envolveu complicações clínicas graves. Pouco tempo depois de ter as imagens alteradas no scanner corporal na quarta-feira (12), o interno relatou mal-estar e sofreu uma crise convulsiva no setor de saúde da unidade prisional.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado às pressas para prestar os primeiros socorros e remover o detento para o Hospital Menandro de Faria.

Na unidade médica, ele expeliu dois pacotes com substância análoga à cocaína.

Exames de imagem avançados mostraram que ainda há múltiplos pacotes presos na parte superior do estômago. A equipe médica monitora o paciente e avalia uma intervenção cirúrgica de emergência para remover o material, diante do risco iminente de rompimento das embalagens e overdose fatal.

O interno permanece sob custódia policial e em observação intensiva no hospital.